09/05/2018 - 01:15
Me senti inclinado a vir e esboçar um pouco do que em muitas ocasiões do meu dia me fazem sentir-se afogando, onde literalmente necessito respirar fundo para retomar minha sobriedade sobre a realidade num todo. Prestes a completar doze horas desde minha última transcrição e, mesmo não tendo tido acontecimentos dignos de serem expressados ou escritos, novamente, tive a propensão de estar agora na total escuridão do meu quarto com uma música melancólica e lenta, compartilhar mais um pouco do que está dentro de mim e de como tenho lidado com todo o redemoinho sorvedoiro que habita minha mente.
O dia passou particularmente mais rápido do que os últimos que eu tenha notado. Posso afirmar, olhando de uma forma clínica, razoável e até mesmo saudável para a condição humana regrada na sociedade atual, que foi mais um dia desperdiçado. E a controvérsia dessa afirmação é que pra mim foi um dos dias mais dignificantes que tive em meses. Não é difícil de deduzir o porque. Os meus pensamentos ficaram calmos, um tanto anestesiados de forma natural, onde eu consegui conciliar e alimentar meu intelecto com aprendizados sobre o comportamento humano, uma leitura filosófica existencialista leve do início do século XX, uma distração corriqueira por três vezes em um intervalo total de sete a oito horas (mais ou menos); alimentação regrada, o que imagino ter sido um fator positivo para a minha sobriedade durante esse dia. Aprendi muitas coisas hoje. Coisas singulares que já estão criando suas raízes em minhas faculdades mentais e que virão futuramente a serem aplicadas em diversas situações arbitrárias no convívio social que me aguarda. É isso, a esperança, mesmo que quase apagada, ainda deixa suas frestas no vago túnel sem fim de escuridão que é meu futuro.
Como ressaltei, não teve nada digno a ser compartilhado aqui nesse dia que está quase se encerrando para mim, mesmo agora me lembrando sobre um contato que tive para um novo contrato de trabalho, se assim posso chamar. Algo que vindo a se concretizar me ajudará na questão financeira em manter a casa e tudo que é necessário para se ter uma vida em poucos metros quadrados. Ainda aguardo a confirmação desse contrato, de qualquer forma é um acontecimento que também mereceu minha ressalva mais detalhada. Como se sabe, em uma vida de solidão e isolamento, uma quase misantropia, vamos assumir, uma infinitesimal mudança já deve ser encarada de forma positiva, pois reacende certos transmissores cerebrais à atenção, ao que possibilita uma abrangência para o pensamento mais astuto, talvez mais natural e objetivo.
Se a morte me alcançar, seria de grande júbilo para minha memória que minha mente está demasiada inquieta e mesmo assim eu tenho conseguido achar um equilíbrio romântico, poético, literário, formal e autêntico para escrever, ler, ouvir, ver, estudar e até mesmo sonhar.
Acrescentando a essa prosa supracitada, os barulhos que rodeiam a minha moradia são um empecilho grande demais para serem ignorados. Todos tem suas predisposições ao barulho e muitas vezes isso afeta a todos que os rodeiam. Mas eu, essencialmente, sofro um pouco mais com essa turbulência. A tendência da minha localidade atual é grande para tais acontecimentos, isso não vai mudar, eu sei disso, mas eu também não conseguirei aceitar e seguir em frente; em meus relicários mentais ela jamais vai se adaptar a poeira em alguns pontos e a constante examinação minuciosa em outros.
Me senti inclinado a vir e esboçar um pouco do que em muitas ocasiões do meu dia me fazem sentir-se afogando, onde literalmente necessito respirar fundo para retomar minha sobriedade sobre a realidade num todo. Prestes a completar doze horas desde minha última transcrição e, mesmo não tendo tido acontecimentos dignos de serem expressados ou escritos, novamente, tive a propensão de estar agora na total escuridão do meu quarto com uma música melancólica e lenta, compartilhar mais um pouco do que está dentro de mim e de como tenho lidado com todo o redemoinho sorvedoiro que habita minha mente.
O dia passou particularmente mais rápido do que os últimos que eu tenha notado. Posso afirmar, olhando de uma forma clínica, razoável e até mesmo saudável para a condição humana regrada na sociedade atual, que foi mais um dia desperdiçado. E a controvérsia dessa afirmação é que pra mim foi um dos dias mais dignificantes que tive em meses. Não é difícil de deduzir o porque. Os meus pensamentos ficaram calmos, um tanto anestesiados de forma natural, onde eu consegui conciliar e alimentar meu intelecto com aprendizados sobre o comportamento humano, uma leitura filosófica existencialista leve do início do século XX, uma distração corriqueira por três vezes em um intervalo total de sete a oito horas (mais ou menos); alimentação regrada, o que imagino ter sido um fator positivo para a minha sobriedade durante esse dia. Aprendi muitas coisas hoje. Coisas singulares que já estão criando suas raízes em minhas faculdades mentais e que virão futuramente a serem aplicadas em diversas situações arbitrárias no convívio social que me aguarda. É isso, a esperança, mesmo que quase apagada, ainda deixa suas frestas no vago túnel sem fim de escuridão que é meu futuro.
Como ressaltei, não teve nada digno a ser compartilhado aqui nesse dia que está quase se encerrando para mim, mesmo agora me lembrando sobre um contato que tive para um novo contrato de trabalho, se assim posso chamar. Algo que vindo a se concretizar me ajudará na questão financeira em manter a casa e tudo que é necessário para se ter uma vida em poucos metros quadrados. Ainda aguardo a confirmação desse contrato, de qualquer forma é um acontecimento que também mereceu minha ressalva mais detalhada. Como se sabe, em uma vida de solidão e isolamento, uma quase misantropia, vamos assumir, uma infinitesimal mudança já deve ser encarada de forma positiva, pois reacende certos transmissores cerebrais à atenção, ao que possibilita uma abrangência para o pensamento mais astuto, talvez mais natural e objetivo.
Se a morte me alcançar, seria de grande júbilo para minha memória que minha mente está demasiada inquieta e mesmo assim eu tenho conseguido achar um equilíbrio romântico, poético, literário, formal e autêntico para escrever, ler, ouvir, ver, estudar e até mesmo sonhar.
Acrescentando a essa prosa supracitada, os barulhos que rodeiam a minha moradia são um empecilho grande demais para serem ignorados. Todos tem suas predisposições ao barulho e muitas vezes isso afeta a todos que os rodeiam. Mas eu, essencialmente, sofro um pouco mais com essa turbulência. A tendência da minha localidade atual é grande para tais acontecimentos, isso não vai mudar, eu sei disso, mas eu também não conseguirei aceitar e seguir em frente; em meus relicários mentais ela jamais vai se adaptar a poeira em alguns pontos e a constante examinação minuciosa em outros.

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