16/05/2018 - 01:04
Experiência ocasional freudiana. Entorpecido, em plena madrugada, após me submeter a ações "anti-apatia", aqui estou, brigando com meu próprio organismo e suas reações adversas pelo simples fato de buscar sentir alguma emoção e ter uma reação semelhante. Deitado na cama, ouvindo uma música melancólica, no escuro do meu quarto, ouvindo minhas veias saltarem da pele, sentindo uma ardência pelo corpo todo, aguardando ansiosamente o clarear do dia que acaba de começar, em perseguição a um dia diferente dos repetitivos que tenho vivido nesses meses anteriores. Em prol de uma atitude singela, reconfortante e de ajuda ao próximo, ao especial, ao cantinho mais quente do meu coração. E não importa a intenção verdadeira do próximo, se alcançou minha admiração genuína, já tem meu total respeito e minhas atitudes boas independente do resultado por trás, da malícia, da verdade triste que as vezes está evidente. Apesar de todos os possíveis poréns, minhas atitudes sempre são honestas, boas e mirando o bem estar do próximo. É basicamente uma candura, um retorno a infância e sua simplicidade pura. Não obstante, essa singela ingenuidade está incrustada no meu caráter. Com apatia, forçando emoções, buscando o sentir verdadeiro, nada altera esse ponto da minha personalidade. Para alguém que até recentemente estava duelando com suas reflexões sobre a existência e em formular algo a se definir, finalmente encontrei, no mais fundo recôndito da minha alma, algo fidedigno à minha pessoa.
Substancialmente alterado, as poesias deram seus beijos nas letras e evidenciaram um pouco de emoção escondida em um canto obscuro de solidão e tristeza.
Ins:
“Pensa que não entendo? O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposto. Ser visto por dentro, cortado, até mesmo eliminado. Cada tom de voz uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso uma careta. Cometer suicídio? Nem pensar. Você não faz coisas deste gênero. Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio. Então, pelo menos, não está mentindo. Você pode se fechar, se fechar para o mundo. Então, não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos. Acreditaria que sim, mas a realidade é diabólica. Seu esconderijo não é a prova d’água. A vida engana em todos os aspectos. Você é forçado a reagir. Ninguém pergunta se é real ou não, se é sincero ou mentiroso. Isso só é importante no teatro. Talvez nem nele. Entendo porque não fala, porque não se movimenta. Sua apatia se tornou um papel fantástico. Entendo e admiro você. Acho que deveria representar esse papel até o fim, até que não seja mais interessante. Então pode esquecer como esquece seus papéis".
Experiência ocasional freudiana. Entorpecido, em plena madrugada, após me submeter a ações "anti-apatia", aqui estou, brigando com meu próprio organismo e suas reações adversas pelo simples fato de buscar sentir alguma emoção e ter uma reação semelhante. Deitado na cama, ouvindo uma música melancólica, no escuro do meu quarto, ouvindo minhas veias saltarem da pele, sentindo uma ardência pelo corpo todo, aguardando ansiosamente o clarear do dia que acaba de começar, em perseguição a um dia diferente dos repetitivos que tenho vivido nesses meses anteriores. Em prol de uma atitude singela, reconfortante e de ajuda ao próximo, ao especial, ao cantinho mais quente do meu coração. E não importa a intenção verdadeira do próximo, se alcançou minha admiração genuína, já tem meu total respeito e minhas atitudes boas independente do resultado por trás, da malícia, da verdade triste que as vezes está evidente. Apesar de todos os possíveis poréns, minhas atitudes sempre são honestas, boas e mirando o bem estar do próximo. É basicamente uma candura, um retorno a infância e sua simplicidade pura. Não obstante, essa singela ingenuidade está incrustada no meu caráter. Com apatia, forçando emoções, buscando o sentir verdadeiro, nada altera esse ponto da minha personalidade. Para alguém que até recentemente estava duelando com suas reflexões sobre a existência e em formular algo a se definir, finalmente encontrei, no mais fundo recôndito da minha alma, algo fidedigno à minha pessoa.
Substancialmente alterado, as poesias deram seus beijos nas letras e evidenciaram um pouco de emoção escondida em um canto obscuro de solidão e tristeza.
Ins:
“Pensa que não entendo? O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposto. Ser visto por dentro, cortado, até mesmo eliminado. Cada tom de voz uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso uma careta. Cometer suicídio? Nem pensar. Você não faz coisas deste gênero. Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio. Então, pelo menos, não está mentindo. Você pode se fechar, se fechar para o mundo. Então, não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos. Acreditaria que sim, mas a realidade é diabólica. Seu esconderijo não é a prova d’água. A vida engana em todos os aspectos. Você é forçado a reagir. Ninguém pergunta se é real ou não, se é sincero ou mentiroso. Isso só é importante no teatro. Talvez nem nele. Entendo porque não fala, porque não se movimenta. Sua apatia se tornou um papel fantástico. Entendo e admiro você. Acho que deveria representar esse papel até o fim, até que não seja mais interessante. Então pode esquecer como esquece seus papéis".

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