17/05/2018 - 08:31
Morte ainda em vida, essa é a definição irrefutável da minha existência. Não há como negar, está explícito nas minhas expressões, nas minhas ações, nas minhas reações; em minhas tentativas fúteis de preencher o vazio dentro de mim, nas distrações que busco e que resultam em um cansaço mental extremo, me obrigando a dormir em horários inadequados, somando com uma rotina deturpada, impulsionando os minutos cada vez mais rápido, até que chega o momento que uma certa estafa mental é atingida e adormeço por longas horas, e os distúrbios não cessam no sono, eles se amplificam em forma de pesadelos terríveis, nos quais sinto fisicamente de olhos fechados, quase vivenciando-os deitado na minha cama de sangue metafórica.
A apatia é uma forma de desistência das emoções e da busca. É o não ter reações, sejam elas boas ou ruins. A descrição acima é uma forma quase equivocada, mesmo que precisa, de pensamentos profundos sobre meus sentimentos escondidos. São estudados em prol de um entendimento que só falha. É como estou exatamente agora: abrindo e fechando os olhos de forma derradeira, lenta, cansada e, sem o menor motivo para tal. Acredito ser minha mente pedindo uma reação visível, qualquer coisa risível, às claras - um grito engasgado. Falta fé e sobra pessismismo. Meu semblante é imutável: calmo e triste. A minha fala é curta e objetiva. As tragédias do passado, hoje parecem nebulosas, grudadas longe da minha consciência. Eu também não tenho amigos, não saio para me divertir, não encontro nada que me traga alegria. Lágrimas regularmente escorrem, e para ser bem sincero, o motivo é desconhecido por mim. Abordando de um jeito poético, talvez as lágrimas sejam as emoções reprimidas buscando uma saída sem que minha mente sã perceba. O gosto pela vida não existe tem um longo tempo. Afinal, sem anseios não há prazer. No fundo há um sofrimento intenso que está sufocado. Um sofrimento silencioso e perigoso.
Meus monólogos fogem do desabafo. Quero apenas estabelecer o entendimento de uma forma geral da vida solitária. E recentemente isso envolve a falta de emoções.
O dia anterior foi de bagunça interior. Busquei o sentir correndo atrás de tudo que aparecia na minha frente. Aceitava o menor vestígio de matar o tempo, e isso só fez com que o dia fosse um dos mais longos que eu consigo me lembrar. Cheio de efeitos colaterais, de sintomas físicos debilitantes, onde fiquei cerca de vinte e cinco horas acordado, em estado de alerta e com dores indescritíveis. Até que adormeci por exatas doze horas, mesmo que havendo intervalos em que eu pulava da cama, o sono me pegou e me curou da parte física.
Já essa madrugada, tudo que consegui realizar foram estudos enfadonhos, pesquisas medíocres, artigos fúteis. Nessa noite não encontrei um abrigo calmo para a minha mente, e dessa forma ininteligível, as horas passaram rápido demais e aqui estou, em plena manhã ainda sem conseguir balbuciar uma verdade de sentir qualquer coisa. É triste, convenhamos. Mesquinho, até. No entanto, também posso tirar grandes aprendizados dessa vida dolorosa que estou levando, uma lição que só o futuro irá responder. Quem sabe o "tanto faz" estampado no meu semblante seja alterado e a surpresa dessa nova lição aprendida não ser visualizada e sim sentida.
Morte ainda em vida, essa é a definição irrefutável da minha existência. Não há como negar, está explícito nas minhas expressões, nas minhas ações, nas minhas reações; em minhas tentativas fúteis de preencher o vazio dentro de mim, nas distrações que busco e que resultam em um cansaço mental extremo, me obrigando a dormir em horários inadequados, somando com uma rotina deturpada, impulsionando os minutos cada vez mais rápido, até que chega o momento que uma certa estafa mental é atingida e adormeço por longas horas, e os distúrbios não cessam no sono, eles se amplificam em forma de pesadelos terríveis, nos quais sinto fisicamente de olhos fechados, quase vivenciando-os deitado na minha cama de sangue metafórica.
A apatia é uma forma de desistência das emoções e da busca. É o não ter reações, sejam elas boas ou ruins. A descrição acima é uma forma quase equivocada, mesmo que precisa, de pensamentos profundos sobre meus sentimentos escondidos. São estudados em prol de um entendimento que só falha. É como estou exatamente agora: abrindo e fechando os olhos de forma derradeira, lenta, cansada e, sem o menor motivo para tal. Acredito ser minha mente pedindo uma reação visível, qualquer coisa risível, às claras - um grito engasgado. Falta fé e sobra pessismismo. Meu semblante é imutável: calmo e triste. A minha fala é curta e objetiva. As tragédias do passado, hoje parecem nebulosas, grudadas longe da minha consciência. Eu também não tenho amigos, não saio para me divertir, não encontro nada que me traga alegria. Lágrimas regularmente escorrem, e para ser bem sincero, o motivo é desconhecido por mim. Abordando de um jeito poético, talvez as lágrimas sejam as emoções reprimidas buscando uma saída sem que minha mente sã perceba. O gosto pela vida não existe tem um longo tempo. Afinal, sem anseios não há prazer. No fundo há um sofrimento intenso que está sufocado. Um sofrimento silencioso e perigoso.
Meus monólogos fogem do desabafo. Quero apenas estabelecer o entendimento de uma forma geral da vida solitária. E recentemente isso envolve a falta de emoções.
O dia anterior foi de bagunça interior. Busquei o sentir correndo atrás de tudo que aparecia na minha frente. Aceitava o menor vestígio de matar o tempo, e isso só fez com que o dia fosse um dos mais longos que eu consigo me lembrar. Cheio de efeitos colaterais, de sintomas físicos debilitantes, onde fiquei cerca de vinte e cinco horas acordado, em estado de alerta e com dores indescritíveis. Até que adormeci por exatas doze horas, mesmo que havendo intervalos em que eu pulava da cama, o sono me pegou e me curou da parte física.
Já essa madrugada, tudo que consegui realizar foram estudos enfadonhos, pesquisas medíocres, artigos fúteis. Nessa noite não encontrei um abrigo calmo para a minha mente, e dessa forma ininteligível, as horas passaram rápido demais e aqui estou, em plena manhã ainda sem conseguir balbuciar uma verdade de sentir qualquer coisa. É triste, convenhamos. Mesquinho, até. No entanto, também posso tirar grandes aprendizados dessa vida dolorosa que estou levando, uma lição que só o futuro irá responder. Quem sabe o "tanto faz" estampado no meu semblante seja alterado e a surpresa dessa nova lição aprendida não ser visualizada e sim sentida.

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