terça-feira, 15 de maio de 2018

Esmerada Maestria!

15/05/2018 - 08:37

A linha tênue entre a realidade e a fantasia é algo a ser galgado com cautela. Nesse momento me falta tal cautela. O isolamento foi uma solução sadia para minha mente. Talvez um novo auto conhecimento para enfim viver exatamente como deveria - bem.

Ontem o dia em si foi um tormento para meus sentidos. Não é necessário entrar nos detalhes, mas fui encurralado mentalmente por alguém próximo a mim; fui julgado; fui até mesmo sentenciado ao pior. Sem exiguidades para olhares tristes em minha direção, descrevo isso puramente pela honestidade que deve sair dos meus monólogos em prol de uma verdade absoluta dos sentimentos de um misantropo. Em certos momentos foi aterrorizador, mas logo meu olhar semicerrado sobre o horizonte vazio foi o suficiente para trazer de volta a minha apatia. Fui submetido também a singelos remorsos, tais que em seguida notei serem um pouco de empatia que ainda existe em mim, nada que deva ser levado em consideração.

Essa manhã, há poucos minutos que iniciei esse diálogo com o vazio, eu fui surpreendido por uma pessoa que sempre foi especial para mim. Fui cogitado por um dos meus únicos valores que merecem destaque: o ouvir e aconselhar. Teve sorrisos da segunda parte; senti uma espontaneidade também da mesma. Fui lembrado de uma questão importante que aconteceu recentemente. Tudo foi um curativo para minhas dores. Consegui esboçar um leve sorriso tímido, nada visível; foi melhor - foi sentido com a alma. Estou agradecido por esse acontecimento. Como já disse uma vez, as vezes deixar de lado o negativismo faz com que abram portas para surpresas do coração e do espírito. Isso se concretizou nessa manhã já que não será mais como nenhuma outra. O que não foi surpreendente de tudo isso é que coisas maravilhosas só podem vir de pessoas maravilhosas. Silenciosamente digo: muitíssimo obrigado por esse presente para minha personalidade triste.

Hoje ainda terá algumas coisas fora do comum, talvez. Amanhã será um dia em que voltarei a uma pequena atitude que antigamente estava familiarizado. Velhos hábitos que ainda surtem o mesmo efeito revigorante para aquele coração encostado na árvore mais solitária se refugiando do sol. A vida... com sua esmerada maestria!

Uma velha amiga, dedicando um pouco do seu tempo me enviando palavras recheadas de cores buscando que minha mente aceite a vida sendo sempre bela e nada mais do que isso, porque, segundo suas próprias palavras, "o que vamos deixar para trás é apenas o que vivemos, então vamos viver da melhor forma possível." Interessante, não? Eu sempre me delicio com o otimismo das pessoas próximas a mim. É um aprendizado a ser levado em consideração nos meus pensamentos niilistas.

Entretanto, Jean-Paul Sartre, me perdoe por fazê-lo se revirar no túmulo, mas estou numa crise existencial demasiada dolorosa para ser transcrita nesse momento. Em outra ocasião eu abordarei nos ínfimos detalhes essa crise. Adiantando: a misantropia, o existencialismo, as dores físicas, tudo está englobado nessa questão que interpelarei na próxima página que já está pronta para receber minhas lágrimas.

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