domingo, 13 de maio de 2018

Ponderação Teatral e o Livre Pensamento

13/05/2018 - 18:24

Alguns dias ausente das minhas páginas prontas para sentirem minhas lágrimas, estou de volta. Fui obrigado a tal ausência por estar entorpecido em longas horas inconsciente. Ainda estou um pouco desorientado, mas também aos poucos voltando às pequenas realidades que me sujeito a aceitar.

A vida sozinho têm sido mais um fardo do que uma dádiva. Me considero um guerreiro, porque frequentemente brigo com essa dualidade de aceitação e luta do meu consciente e da minha vida.

Não é fácil me manter entretido. Nas poucas ocasiões em que sou obrigado a interação humana, me sinto incapaz, porque as verdades que podem sair da minha boca machucariam o ouvinte. Como deve estar óbvio, a introspecção é um fator quase predominante da minha personalidade ultimamente. Sem dúvidas devido a solidão, mas também um pouco pela minha própria defesa intelectual. Dificilmente eu acho um ser capaz de dialogar comigo de forma pura, sem preconceitos e julgamentos. Isso me restringiu tanto ao meu atual casulo que sinto jamais eclodir - morrer sem antes mesmo nascer por completo. É triste? Isso depende da corrente filosófica de quem ler. As verdades estão rodeando a todo momento esse mundo e, sinceramente, não busco saber qual a minha. Como também está bem evidente, a minha vida, apesar das distrações, estudos, contribuições anônimas na parte literária, acadêmica, vamos dizer, são apenas horas e dias definhando em agonia silenciosa. Particularmente ainda não aceitei essa condição, mas inconscientemente eu me desvio desses pensamentos com conquistas focadas no aprendizado. Qualquer filósofo ou psicólogo entenderia essa descrição como uma esperança de um dia poder proferir tudo isso. Nâo sei ao certo se é realmente esse o significado oculto. A dissidência entre o meu fazer e o meu pensar é uma guerra árdua e dolorosa demais. Sendo mais específico, nesse exato segundo que escrevo, até o meu inspirar e expirar é carregado de munições pesadas, dificultando as ações e debilitando de forma grosseira os meus pensamentos mais sadios.

O que é necessário ressaltar, é que minhas contribuições sobre o comportamento humano não são resultados apenas de reflexões internas. Elas também envolvem pensamentos substanciais e olhadelas pelo lado de fora de um todo. A ponderação entre um ator de teatro e um pensador livre está intrínseca dentro de mim. Dessa forma, fica claro que meus pensamentos de solidão não são resultados de minhas dores. Todo meu monólogo está relacionado a minuciosos estudos e pensamentos profundos, tão figadal que a sua exclusividade, em certos momentos, se nega a me dar acesso o tanto que gostaria. Sejamos objetivos, as dores vividas do isolamento se sobressaem das vontades e dos desejos. O passado me atemoriza afetando minhas sutis ações do cotidiano, abrangendo um todo, como o pensar, o respirar, o enxergar, o sentir e o supracitado (que merece ressalva) o desejo.

O que está forte nesse momento é o drama, não vou me sujeitar a isso. Ninguém merece além dos atores vívidos de monólogos teatrais.

Com os olhos semirrados e as mãos ágeis no teclado, é necessário um encerramento e encarar de cabeça baixa o canhão que não cessa em apontar para minha expressão emudecida de sofrimento.

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