Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019
A existência de meu caráter, assim como a existência de tudo que me circunda e caprichosamente adorna meu ambiente, está sempre em total dualidade: questionamentos e aceitações no cansaço emocional.
Redarguir sobre o existencialismo é aventurar-se em dois rios revoltos: a crua realidade que muitos aceitam como rivais; e a pueril ilusão aceitável e consciente em um futuro de alegria e até felicidade.
Em minha cerne não existe qualquer tipo de contentamento da felicidade.
Sentir-se feliz de corpo e alma e, ao mesmo tempo, encarar com voraz impetuosidade o restante da árdua vida, então alcançou a maior pureza de nossas vidas: o amor!
Vejo muitas pessoas que parecem felizes. Entendo que essa felicidade é, antes de qualquer alcance (antes almejado), o consentir de uma engenhosa ilusão.
O intuito aqui é mostrar que para mim a frieza que dominou meu coração profere constantemente que viver não é mais uma opção. Viver tornou-se um peso diário; uma tolerância sendo periodicamente desafiada a ser ultrapassada.
A minha luta interna é acirrada e incansável.

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