segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Manter os Olhos Fechados

Domingo, 13 de Janeiro de 2019 - Manhã

Tencionar nos objetivos para a vida, nas conquistas a serem alcançadas, nos sonhos (particularmente) já existentes a longos e árduos meses.

O sentido da vida... o porque de viver abrange questões já volúveis nesse momento.

O cansaço mental; a dor física; as necessidades mais básicas que enfrentou a muito tempo causaram a minha total indiferença para com a vida. O desinteresse em melhorar em qualquer aspecto reina de formas muitas vezes abstratas e, mais comumente, encarar a rotina com um desânimo colossal, que em muitos momentos são tão persistentes que se confundem com a realidade.

A falta de acontecimentos nos deixa com um vazio imenso. Um vazio que você acaba comparando a situação com coisas que sempre fizeram diferença em relação ao entusiasmo e até a proatividade. Sim! Aquela vontade de buscar, de suceder um certo conforto - nada disso mais existe.

O que mais me indigna é o não cometer suicídio. Tudo me leva ao meu próprio fim, mas o ato não é feito.

Há momentos que me sinto revoltado ao acordar após longas horas de sono e, principalmente, uma revolta ainda maior por ter a certeza, a convicção e entender que existe lógica na minha morte. Mesmo com todos os critérios preenchidos o ato de me matar não se concretiza. Por que?

Solipsismo?

Noite do dia 09 de Janeiro de 2019

A lua chegando em seu auge...

As sensações que contornam minha consciência são das mais variadas. Me confundem. Num todo vejo na morte a saída. Não enxergo nem sinto a menor força de vontade para lutar em busca do futuro aplaudido, confortável e esperado por todos. Então porque entrar em sono eterno nunca chega a se concretizar? A primeira conclusão é a esperança de tudo melhorar. Porém, refletindo sobre isso, não enxergo absolutamente nenhuma esperança.

Nossa! Será que absorvi o solipsismo?

Vida Fugaz

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019

Os motivos que impulsionam à cada atitude em dever com as responsabilidades diárias são apedrejadas ininterruptamente a uma resposta sem valia; sem desdobrar-se suficientemente em prol da exigência auto imposta.

A existência de meu caráter, assim como a existência de tudo que me circunda e caprichosamente adorna meu ambiente, está sempre em total dualidade: questionamentos e aceitações no cansaço emocional.

Redarguir sobre o existencialismo é aventurar-se em dois rios revoltos: a crua realidade que muitos aceitam como rivais; e a pueril ilusão aceitável e consciente em um futuro de alegria e até felicidade.

Em minha cerne não existe qualquer tipo de contentamento da felicidade.

Sentir-se feliz de corpo e alma e, ao mesmo tempo, encarar com voraz impetuosidade o restante da árdua vida, então alcançou a maior pureza de nossas vidas: o amor!

Vejo muitas pessoas que parecem felizes. Entendo que essa felicidade é, antes de qualquer alcance (antes almejado), o consentir de uma engenhosa ilusão.

O intuito aqui é mostrar que para mim a frieza que dominou meu coração profere constantemente que viver não é mais uma opção. Viver tornou-se um peso diário; uma tolerância sendo periodicamente desafiada a ser ultrapassada.

A minha luta interna é acirrada e incansável.

Visão Ofuscada

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2018

Já não sei se existo...

Sinto em meu cerne a morte prematura.


Há longos meses perdi a capacidade de ver cores. O mundo, as coisas, as pessoas são puramente acizentados.


Nada existe? Esse colchão que me recosto; essa manta que cobre minhas pernas; até mesmo essa caneta que não consegue aconpanhar meus pensamentos - existem? Sou apenas uma penumbra escassa que insiste inspirar e expirar.


Me recordo à minha bela caligrafia; do capricho que me dedicava à cada letra. Hoje, minha solidão não me permite mais sequer apurar-me uma palavra na outra. Sinto que nada mais importa; que o que um dia pensei ser vida, nada mais era do que um sonho deslumbrante.


Esse pessimismo me prostrou no isolamento. Não quero mais estar entre os homens.


Penso em suicídio. Mas eu não estaria ainda mais solitário na morte do que estou nesse ócio que se repete e em que estou? Se não existo, o que é a morte, então?